31 agosto 2006
Úrano
A dança de Úrano e Ariel com a lua a fazer-lhe um pequeno eclipse.

 
posted by Jose Matos at 19:30 | Permalink | 0 comments
Um dia destes...
Um dia destes vão descobrir um planeta extra-solar com a massa da Terra à volta de uma outra estrela. Depois vão reparar que tem uma órbita excêntrica e que foi expulso para a referida órbita por um planeta gigante que anda por lá também. E depois aqueles que despromoveram Plutão com base no argumento de não ser dominante na sua órbita vão ter um problema chato para resolver. Ou seja, como é que um corpo com a massa da Terra não pode ser considerado planeta?
 
posted by Jose Matos at 14:58 | Permalink | 2 comments
Finalmente
Um mapa da poluição luminosa da Península Ibérica. Fazia falta um mapa destes. O mapa interactivo é de um pormenor admirável.
 
posted by Jose Matos at 14:12 | Permalink | 2 comments
30 agosto 2006
O dia do blogue
Não sabia que o dia do blogue era amanhã?
 
posted by Jose Matos at 17:11 | Permalink | 0 comments
A ver
A Cassipoeia A pelos olhos do Hubble.
 
posted by Jose Matos at 16:29 | Permalink | 0 comments
Ditos
Dizer que a Rússia vai a partir de 2015 lançar uma nova estação espacial pode até ser interessante para o orgulho da nação russa. Mas a realidade está muito longe da fantasia neste caso.
 
posted by Jose Matos at 16:25 | Permalink | 0 comments
Ver o céu (em Vouzela)
Há uma emoção profunda quando contemplamos o céu. Qualquer coisa de ancestral que existe dentro de nós e que vibra quando vemos as estrelas ou a Via Láctea. Mesmo naquela pessoa que não se interessa pelo assunto. Mesmo aí qualquer coisa surge quando se olha o céu num sítio escuro. Pode ser um sentimento adormecido, mas está lá. É preciso é não deixá-lo morrer. Há poucos dias constatei isso no Caramulo, no final de uma caminhada pela serra. Tanta gente para ver o céu. Quantos não terão ainda esse sentimento profundo?

 
posted by Jose Matos at 16:19 | Permalink | 0 comments
28 agosto 2006
Fragilidades
É fácil perceber que o argumento usado pela UAI para despromover Plutão da categoria de planeta é muito frágil. Ou seja, de que um objecto só pode ser considerado planeta se for dominante na sua órbita ou por outras palavras se for capaz de atrair os objectos circundantes e limpar o sítio por onde anda. Ora diga-se de passagem que Plutão é dominante na sua órbita, pois não tem por lá nada que o impeça de circular. Portanto, no sítio onde anda foi capaz de limpar tudo à sua passagem. Percebe-se, no entanto, que o argumento se refere mais ao princípio do sistema solar quando os 8 planetas que conhecemos limparam tudo à sua volta e se tornaram dominantes nas suas órbitas. Plutão deve em tempos idos ter circulado perto de Neptuno, mas foi depois ejectado por este para a sua órbita actual. Portanto, foi “limpo” por Neptuno. Mas isso não invalida que Plutão circule agora numa órbita onde é dominante. Portanto, o argumento tem fragilidades e custa perceber como é que aquela gente na UAI usou uma argumentação tão frágil para despromover Plutão?
 
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27 agosto 2006
Ciel et Espace
O último número da Ciel et Espace com o choque da Smart-1 contra a Lua.

 
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A ver
A crónica do Phil Plait sobre Plutão no Portal do Astrónomo.
 
posted by Jose Matos at 22:54 | Permalink | 0 comments
25 agosto 2006
Amanhã
Amanhã à noite estarei na III Marcha Nocturna de Vouzela, uma iniciativa da Câmara Municipal de Vouzela. É uma caminhada ao longo de um trilho na Serra do Caramulo um percurso com cerca de 16 km de extensão, na sua maioria percorrido acima dos 900 metros de altitude, chegando a atingir os 1043 metros no Monte Ventoso. Estarei em São Barnabé no final para acolher 200 pessoas. Depois de um Astronomia no Verão fraco terei a minha pequena vingança. Falar para 200 almas cansadas.
 
posted by Jose Matos at 17:36 | Permalink | 4 comments
Domingo
Andou por aí a circular um mail com este conteúdo:

"The Red Planet is about to be spectacular."

"Earth is catching up with Mars [for] the closest approach between the two planets in recorded history."

"On August 27th … Mars will look as large as the full moon."

"NO ONE ALIVE TODAY WILL EVER SEE THIS AGAIN."


É uma anedota com 3 anos de atraso. Mas a verdade é que no Domingo de madrugada vamos poder observar uma conjunção entre Vénus e Saturno. A não perder apesar da hora.
 
posted by Jose Matos at 13:10 | Permalink | 0 comments
O primeiro dia do novo sistema solar
É claro que a decisão ontem em Praga não encerra o debate sobre o que é um planeta. Aliás, o critério que tramou Plutão de que este não limpou as vizinhanças é muito frágil. Não vai ser preciso esperar muitos anos para que este debate volte à luz do dia. É claro que nas escolas acabamos de sair de um longo período em que Plutão era considerado planeta e por isso vamos precisar de algum tempo para fazer a adaptação. E vamos precisar também de explicar os critérios e porque razão Plutão não limpou as vizinhanças?


Já agora um facto curioso na votação de Praga. Apenas 424 astrónomos votaram nas propostas em análise. Ora para uma conferência que começou com 2 mil astrónomos e acaba com 400 a votar realmente o interesse pelo assunto não parece ser muito grande.

 
posted by Jose Matos at 12:44 | Permalink | 0 comments
Os novos Celestrons
A nova gama de laranjas da Celestron. Gosto deles, embora deva reconhecer que enquanto a Celestron anda entretida em mudar a cor aos telescópios, a Meade vai inovando em termos ópticos com os Ritchey-Chrétien agora na gama LX 200.
 
posted by Jose Matos at 12:17 | Permalink | 0 comments
24 agosto 2006
O princípio do fim
Tudo começou em 1993 com a publicação deste artigo de Jewitt e Luu na Nature: "Discovery of the Candidate Kuiper Belt Object 1992 QB1". Nature, 362, 730-732. Afinal existiam coisas para além de Plutão. Mas Plutão resistiu. Só hoje é que disse adeus. Mas foram o Jewitt e a Luu que deram o primeiro golpe. E já lá vai tanto tempo.
 
posted by Jose Matos at 16:29 | Permalink | 0 comments
O último dia de Plutão
E agora vamos andar um ano ou dois a explicar aos míudos e aos professores nas escolas por que raio é que Plutão deixou de ser planeta. E lá se vão os livros e os manuais escolares que traziam Plutão como planeta.
 
posted by Jose Matos at 16:11 | Permalink | 4 comments
Adeus Plutão
E Plutão deixou de ser planeta. A votação em Praga passou Plutão para o grupo dos planetas anões. É um dia histórico o de hoje. Já agora quando na definição de planeta usam numa alínea a expressão "limpar as vizinhanças" tem a ver com o facto de Plutão cruzar a órbita de Neptuno e ser provavalmente como muitos outros corpos da cintura de Kuiper um resto de uma vasta população de objectos que existia na zona de Neptuno antes da sua formação e que podia ter dado origem a um décimo planeta. No entanto, quando Neptuno se formou, varreu com todos eles, dando origem à cintura de Kuiper, num processo semelhante ao que Júpiter fez na cintura de asteróides. Plutão, Caronte e Tritão, seriam exemplares maiores destes corpos, que foram impedidos de crescer devido à gravidade de Neptuno, que certamente os perturbou fazendo com que colidissem violentamente com outros corpos, impedindo assim o seu crescimento através de colisões suaves.


Na votação passou a proposta 5A e 6A.
 
posted by Jose Matos at 15:37 | Permalink | 0 comments
Ditos
"Se estamos a criar uma classe de plutóides, por que é que não criamos uma classe também para os asteróides baseada no nome de Ceres? Podíamos chamar-lhe cereais..."

Brian Mardsen
 
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Ainda os planetas
Neste momento, em Praga, estão a ser votadas as 4 propostas de resolução sobre a definição de planeta e o estatuto de Plutão. Estou a favor das propostas 5B e 6A e espero que Plutão deixe hoje de ser planeta.
 
posted by Jose Matos at 14:09 | Permalink | 0 comments
23 agosto 2006
O estado do Universo
Escrever livros sobre cosmologia nos tempos que correm não é boa ideia, a não ser que se tenha algo de novo para dizer. Ora, o Pedro Gil Ferreira escreveu um livro sobre cosmologia que saiu em Inglaterra recentemente. O livro faz um pouco a história da cosmologia desde o tempo dos gregos até às ideias actuais. Portanto, não acrescenta nada de novo a outras obras que já fizeram o mesmo dezenas de vezes. Parece também que as ilustrações do livro são de fraca qualidade, o que é pena. Talvez fosse mais interessante escrever um livro sobre a sua experiência como cosmólogo ou sobre um campo específico da cosmologia. Ao escrever um livro generalista acaba por acrescentar mais um a tantos outros que há no mercado sobre o mesmo assunto.

 
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22 agosto 2006
A visitar
O planetário de Valladolid no museu de ciência da cidade. É um sistema digital de origem francesa e um dos mais modernos de Espanha.
 
posted by Jose Matos at 17:45 | Permalink | 0 comments
Então e os astrólogos?
Então e como vão ficar os astrólogos com a introdução de novos planetas? Parece que não estão muito preocupados. A astrologia dá para encaixar tudo.
 
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21 agosto 2006
Em órbita
O último número do boletim Em Órbita já está on-line.
 
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Afinal...
Afinal nem tudo está perdido em Praga. Há quem defenda que Plutão deve deixar de ser planeta.
 
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A ver
Nathalie Strippe começou como cozinheira no Pic du Midi. Hoje tira fotos ao observatório.
 
posted by Jose Matos at 13:15 | Permalink | 0 comments
O tecido do Cosmos
Quando olhei para o livro a primeira vez desconfiei. Mais um sobre cosmologia ainda por cima com mais de 800 páginas. Mas depois à medida que o fui conhecendo comecei a gostar. É um livro bem escrito que mostra que o autor sabe divulgar cosmologia. O livro toca em duas questões importantes que é natureza do espaço e a natureza do tempo. As grandes perguntas sobre estas duas realidades estão todas no livro. Só por isso vale a pena ler. O preço é que dói um pouco.

 
posted by Jose Matos at 11:14 | Permalink | 0 comments
Outra vez
A história do Marte do tamanho da Lua andou outra vez a circular pela net.
 
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19 agosto 2006
Ainda os Ovnis
A questão que o número de Agosto da Sciences et Avenir coloca na capa é interessante, pois é um facto que o número de observações de Ovnis tem diminuído nos últimos anos de forma significativa. O fenómeno está mais subterrâneo e deixou de aparecer com a intensidade de outros tempos. Na verdade, este foi sempre um fenómeno de vagas e de períodos históricos bem definidos. Tivemos em Portugal uma vaga logo a seguir ao 25 de Abril, mas depois nos anos 80 o fenómeno eclipsou-se e nos anos 90 surgiu já com outros tons. Mas hoje está apagado e apenas em grupos restritos ou em revistas ovnilógicas circula. Há também uma maior abertura de arquivos que diminuíram o grau de secretismo que rodeava o fenómeno. Além disso, a guerra-fria também acabou e o contexto histórico actual é pouco favorável a grandes ondas de observações. Portanto, tenho a impressão que não voltaremos a ter grandes vagas de observações como no passado. Os Ovnis desapareceram mesmo dos céus. Mas aqui fica a sugestão para a leitura da revista.
 
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Astrofesta 2006
Um relato da última astrofesta com fotos.
 
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17 agosto 2006
Voyager
Há dois dias a Voyager 1 atingiu as 100 unidades astronómicas de distância do Sol. Um recorde.
 
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A ver
O blogue do Phil Plait com a discussão sobre os planetas.
 
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Confusões
A discussão que actualmente está em curso sobre a nova configuração do sistema solar é interessante, mas a proposta da UAI levanta pelo menos dois tipos de confusão.

1) A súbita mudança do estatuto de Ceres e Caronte, que possuem um estatuto histórico diferente de planeta há muito tempo. A confusão que surgirá daqui será enorme e não será fácil explicar às pessoas porque razão Caronte (que é uma lua de Plutão) é também um planeta. A razão prende-se com o facto do baricentro (centro de massa) dos dois corpos estar fora de Plutão, ao contrário dos outros satélites do sistema solar. Mas acho que isso não devia ser levado em conta e que Caronte devia ser simplesmente um satélite. Quanto a Ceres a mesma coisa. Um corpo que há mais dois séculos é um asteróide, agora muda de estatuto só porque é redondo.

2) O facto de existirem transneptunianos maiores do que Ceres, o caso de Quoar e Sedna, e que não são considerados planetas. É que parece que estes dois corpos não são bem redondos. Mas isto vai obviamente provocar confusão nas pessoas. Além disso, vão ser descobertos muitos transneptunianos de médio tamanho sobre os quais será impossível durante muito tempo dizer se são ou não redondos, por indeterminação da sua massa.
 
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A discussão continua
Um texto do Mike Brown sobre a proposta da União Astronómica Internacional.
 
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16 agosto 2006
A discussão
Recebido via net.

So, let's see:

(1) Ceres -- after 206 years as an "asteroid" -- is suddenly reclassified as a planet.

2) Several KBOs considerably larger than Ceres are nevertheless not planets, apparently because they're icy and thus not massive enough to have probably "rounded" themselves gravitationally.

3) The precise defintion of "rounded" is apparently left totally ambiguous. (Is Pallas round? Is Vesta -- which differs mildy but significantly in its axial widths? Is Iapetus round, since it's about 1500 km wide but its axial widths differ by about 50 km? What about Neptune's moon Proteus, which looks like a marshmallow? or 2003 EL61, which is cigar-shaped, as wide as Pluto along its long axis but only half as wide along its shorter ones?

4) Charon is suddenly a "planet" despite the fact that it orbits Pluto (which in itself is defensible given the definition of a "binary planet" as one whose barycenter is beyond the outer surface of either partner), has been called a "moon" for 28 years, and is only about 1000 km across.
You want to know what the reaction of the general public will be to this baffling farrago? Take a look at Kevin Drum's reaction at http://www.washingtonmonthly.com/archives/individual/2006_08/009347.php - and Drum is a highly educated layman. Now consider what Jay Leno's reaction will be, along with that of millions of befuddled children AND their equally befuddled teachers. Astronomers have just shoved a pie in their own faces unequalled since the Hubble Mirror Affair. And it couled have been avoided if the defintion of "planet had instead just been set at some unavoidably) arbitrary but easty-to-remember figure -- such as a maximum-axial diameter of 200 km -- which allowed Pluto in but kept out legions of small and confusing riffraff (while also maintaining the binary-planet concept, for the day when we finally discover a binary KBO whose smallest member has a maximum diameter of over 2000 km).
 
posted by Jose Matos at 19:29 | Permalink | 0 comments
Mais planetas?
O que é um planeta? É uma questão que suscita debate há vários anos. Finalmente o comité responsável pelo assunto na União Astronómica Internacional (UAI) avançou com uma nova definição que vai ser discutida na reunião geral da UAI, que está neste momento a decorrer em Praga. A nova definição assenta em 4 critérios. Olhando à primeira vista parece-me que as coisas vão ficar mais confusas e que não tem grande sentido, por exemplo, promover Ceres a planeta, embora satisfaça o critério gravítico da forma redonda. Mas acho que nenhum asteróide por razões históricas devia ser promovido a planeta. O mesmo digo de Plutão. Seria mais fácil passá-lo a transneptuniano e ficarmos só com 8 planetas. Mas o mais espantoso é meterem Caronte nesta história. Afinal Caronte é um satélite de Plutão ou é um planeta?

Mas vejamos os critérios:

1) Um planeta é um corpo celeste que tem massa suficiente para que a sua gravidade modele uma forma esférica nesse mesmo corpo. Para se verificar esta situação deverá ser um corpo com 800 km de diâmetro e uma massa de 5 x 10*20 kg. Tem também que orbitar uma estrela e não ser uma estrela nem um satélite de um planeta.

(2) Há uma clara distinção entre os 8 planetas clássicos descobertos antes de 1900, que possuem órbitas quase circulares próximas do plano da eclíptica e os corpos descobertos mais recentemente que podem também ter o estatuto de planeta. Desta forma, Ceres também deve ser considerado planeta, podendo por razões históricas, ser chamado de planeta anão por uma questão de distinção em relação aos planetas clássicos.

(3) Plutão também é reconhecido como planeta assim como alguns dos transneptunianos descobertos recentemente. Mas como apresentam algumas diferenças em relação aos planetas clássicos passam a estar numa nova categoria de objectos planetários designada por “Plutões”.

(4) Todos os não planetas que orbitam o Sol serão designados como pequenos corpos do sistema solar.
 
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Um novo ciclo solar?
Surgiu e desapareceu uma mancha solar suspeita no Sol. Pode ser sinal do início de um novo ciclo solar. A ver vamos.
 
posted by Jose Matos at 16:29 | Permalink | 1 comments
Um novo ciclo solar?
Surgiu e desapareceu uma mancha solar suspeita no Sol. Pode ser sinal do início de um novo ciclo solar. A ver vamos.
 
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15 agosto 2006
A ver
A página do Eric Priest com coisas interessantes sobre o Sol principalmente os cursos e as palestras.
 
posted by Jose Matos at 20:11 | Permalink | 0 comments
14 agosto 2006
Porque desapareceram os Ovnis?
É uma boa pergunta que o número de Julho da Sciences et Avenir faz.


 
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A ver
O último número da Ciel et Espace.

 
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11 agosto 2006
Astrofesta 2006
Um pequeno balanço sobre a Astrofesta 2006. Em primeiro lugar, em termos de observação tivemos um sítio bem escolhido. Cheguei de véspera e logo nessa noite gostei do céu escuro e do relvado para meter os telescópios. Depois durante o dia vi que realmente o local era interessante e que apesar do calor dava para aguentar dentro do hangar adaptado para as palestras. Único senão o ronco dos aviões a levantar voo, mas que também davam um bom espectáculo à assistência. Á noite foi possível ver de novo um céu excelente apesar da Lua ter demorado a esconder-se.

Em relação às palestras foram numerosas e diversificadas tendo acabado só às 3h30 da manhã por minha grande culpa. Foi um erro ter feito uma coisa tão extensa sobre os mistérios do Universo. É que enquanto falávamos (eu e o Carlos) lá fora o céu esperava por nós e quando acabei já estava cansado para observar. Foi pena não ter tido a noção disso a tempo e horas. Mas prometo que não voltarei a abusar da audiência desta forma tão cruel. É que as pessoas estiveram ali 3 horas a ouvir os mistérios do Universo, o que é realmente uma crueldade aquela hora da noite. Para o ano tudo será diferente a este nível. É que a noite é para observar não para grandes mistérios.
 
posted by Jose Matos at 22:24 | Permalink | 2 comments
Hawking
Durante o tempo em que estive na Alemanha tive a oportunidade de ver dois livros do Hawking que não conhecia, os dois em alemão. Um deles já falei aqui. É Uma Nova História do Tempo que já saiu no Brasil e que a Gradiva vai publicar cá em Outubro.


Não achei o livro grande coisa. É mais do mesmo, ou seja, explorar um antigo filão que deu a fama ao Hawking, mas não me parece que acrescente muito a um assunto tão saturado de livros como a cosmologia. Fiquei desapontado. Muito mais interessante é o The Illustrated on the Shoulders of Giants: The Great Works of Physics and Astronomy (2004), que fala dos grandes astrónomos do passado começando no Copérnico e acabando no Einstein. Este sim é um livro interessante que valia a pena ser traduzido para a nossa língua. Vamos ver se a Gradiva toma a iniciativa de o fazer

 
posted by Jose Matos at 21:50 | Permalink | 0 comments
10 agosto 2006
1000 cometas
Um amador da Polónia Arkadiusz Kubczak descobriu mais um cometa nas imagens da SOHO. O curioso é que é o cometa mil descoberto no grupo Kreutz de cometas que passam perto do Sol. Pode-se ver na imagem uma animação do cometa.

 
posted by Jose Matos at 20:16 | Permalink | 0 comments
Corrida ao Espaço
A Dois tem passado uma série documental sobre a corrida espacial no tempo da guerra fria. Ontem vi um episódio sobre o voo de Gagarin. O Paulo Pinto chamou-me atenção para o facto de passar hoje outra vez.
 
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Nova mancha solar
Depois de vários dias sem nenhuma mancha solar para pouca sorte minha, o Sol lá decidiu mostrar qualquer coisa. É uma das grande que vem aí.
 
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Geschichte Der Raumfahrt
Encontrei-o numa biblioteca local na Alemanha. É um livro curioso de 1981 da autoria de Werner Buedeler com o título: Geschichte Der Raumfahrt, que em português corrente é História das Viagens Espaciais. Embora seja uma obra muito datada é um livro interessante e bastante completo até 1980. É pena que o autor não tenha produzido uma 2ª edição mais actualizada, enquanto era vivo (morreu em 2004). O livro tem curiosamente um prefácio de Hermann Oberth. E estava a olhar para o prefácio e lembrei-me da longa vida que este homem teve e como a história o esqueceu um pouco.

 
posted by Jose Matos at 17:04 | Permalink | 0 comments
09 agosto 2006
Constante de Hubble
O Chandra fez uma determinação do valor da constante de Hubble. Deu 76.9 km/s/Mpc.
 
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A ver
O novo site da Sky and Telescope.
 
posted by Jose Matos at 16:39 | Permalink | 0 comments
Vouzela
A Câmara de Vouzela vai organizar a III Marcha Nocturna a 26 de Agosto com um percurso pela Serra do Caramulo, com paragem no Monte Ventoso para ver o pôr-do-sol e no São Barnabé para observação astronómica. As inscrições podem ser feitas na Câmara pelo telefone 232 740 740, no Posto de Turismo pelo 232 771 515, no Parque de Campismo pelo telefone 232 740 020 ou por mail. Como estive no ano passado neste evento e gostei da observação não podia deixar de o referir.
 
posted by Jose Matos at 16:21 | Permalink | 0 comments
08 agosto 2006
Alemanha
Como não dominamos a língua não temos noção da astronomia alemã. Mas é óbvio que tem uma dimensão considerável e que a nível amador movimenta muita gente. Basta dizer que existem cerca de 130 grupos de amadores espalhados um pouco por todo o país. Reparem que é o único país onde existe uma versão traduzida da Sky and Telescope (Astronomie Heute), embora com um forte cunho alemão. Mas além desta revista mensal existe uma outra de grande qualidade (Sterne) com um nível de escrita muito interessante como nunca tinha visto numa revista de astronomia de divulgação. Há ainda duas revistas de astronomia bimensais mais generalistas e uma outra sobre exploração espacial. Ora todas elas vendem, o que significa que há audiência. A única em língua inglesa por cá é a Astronomy ou a Sky and Telescope. De resto não se vê mais nada. Mas para quem tem 4 revistas de astronomia em alemão não precisa de mais nada.
 
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07 agosto 2006
Planetário
Nunca tinha estado num planetário fora do país. Mas há tempos visitei o de Munster que tem um Zeiss UNIVERSARIUM modelo XVIII. O planetário está integrado num museu de História Natural perto do zoo de Munster. Têm uma cúpula de 20 metros dentro do próprio museu. Vi uma sessão generalista e apesar do desconforto das cadeiras achei interessante. Nada de muito espectacular, mas que cumpre as expectativas para o visitante comum.
 
posted by Jose Matos at 20:20 | Permalink | 0 comments
Astrofesta 2006
Depois de um fim-de-semana de Astrofesta voltamos à normalidade. O evento foi interessante e o sítio bem escolhido. A organização está de parabéns.
 
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04 agosto 2006
Astrofesta 2006
É já no próximo fim-de-semana em Proença-a-Nova. Não conheço o local, mas espero que seja bom. Sábado será o melhor dia, mas já lá estarei na véspera. Tenho boas recordações do ano passado. Um sítio agradável com boas condições a todos os níveis. Passei lá bons bocados. Acabei a noite tarde. Este ano o programa é semelhante. Fecharei a noite de sábado com o Carlos Oliveira. Desta vez vamos falar dos mistérios do Universo. Dez mistérios para conversar de madrugada. Mas lembro a este propósito que esta minha mania nocturna começou em 2000 na Astrofesta de São Pedro de Muel, num local que hoje está completamente abandonado. Nesse ano as duas noites da Astrofesta estiveram com o céu nublado e eu fiz duas palestras nas duas noites num auditório ao ar livre cheio de gente. E foi engraçado, pois foram coisas que duraram mais de 2 horas ao relento. Depois em Nisa em 2002 foi na parede da capela com uma ajuda do João Vieira e com o Deep Space Explorer. Em Constância também fizemos umas brincadeiras à noite. E no ano passado a mesma coisa. Por isso, este ano a tradição vai manter-se.
 
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03 agosto 2006
Astronomia no Verão
Começou o Astronomia no Verão. Um pouco por todo o país vamos ter sessões de observação e algumas palestras à mistura. É uma óptima oportunidade para espreitar ao telescópio e para ouvir falar do que está lá em cima. Somos praticamente o único país da Europa a fazer este tipo de iniciativa. Noutros países também existem actividades de Verão, mas nada com a extensão que nós temos pelo país, nem com o apoio do estado como no nosso caso. E este ano já faz 10 anos que tudo isto começou.

De início chamava-se apenas Astronomia na Praia, depois no ano seguinte mudou para Astronomia no Verão. Mas foi graças ao primeiro ano que se criou uma dinâmica positiva que começou a cativar mais gente (no primeiro ano foi o Máximo Ferreira que fez praticamente tudo sozinho). Depois de ano para o ano foi aparecendo mais gente. Entrei na coisa em 1997 e com a ajuda de um amigo lá fizemos uma pequena equipa que ao sábado à noite ia para a Costa Nova. Depois no ano seguinte tudo mudou. Já tínhamos mais gente e meios e fizemos sessões na Guarda, Viseu e Aveiro. Foi também a primeira vez em que fizemos palestras ao vivo com projector de vídeo e computador. Creio que fomos os primeiros a fazer isso. E depois disso nunca mais paramos.

Houve um ano mau (2004) em que a falta de financiamento fez reduzir o número de sessões de forma considerável. Mas foi um caso pontual ligado ao governo que tínhamos na altura. Não quer dizer que tudo seja perfeito agora. Há coisas que deviam ser corrigidas como o atraso nos pagamentos ou a ausência de iniciativas em Julho, que é um mês melhor que Setembro. Mas no geral o programa funciona. Portanto, mais uma vez estamos na rua. Façam favor de aparecer.
 
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De volta à normalidade
Estou de volta. O blogue volta à normalidade.
 
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